Com os braços cruzados, olhar baixos e encostada em um
carro estacionado em uma escura rua da Cidade do México, uma
prostituta espera por clientes que animem seu bolso quase vazio
desde o início do surto de gripe H1N1.
As ruas da capital e outras cidades do país estiveram durante
vários dias vazias pelo fechamento de empresas, escritórios
públicos, restaurantes, centros noturnos e bares para evitar a
propagação de uma nova variedade de gripe que já causou a morte de
pelo menos 42 pessoas.
As prostitutas mexicanas não escaparam do golpe da epidemia de
gripe, que causou perdas milionárias na segunda maior economia da
América Latina.
"Esta maldita gripe suína afastou todos os nossos clientes, esta é
uma cidade fantasma", disse Berenice, uma mulher madura com
minissaia vermelha e blusa curta, parada na noite de terça-feira em
uma esquina da quase vazia calçada de Tlalpan, repleta de motéis e
geralmente muito congestionada.
Em outras áreas como o popular bairro de La Merced, próximo ao
centro histórico, as "sexoservidoras" ¿como são conhecidas as
prostitutas do México¿ devem esperar horas para conseguir um
cliente. E isso apesar de política agressiva de descontos após a
queda na demanda.
Algumas das prostitutas de La Merced, que normalmente cobram 200
pesos (15 dólares) por seus serviços em pequenos hotéis, reduziram
suas tarifas para 150 pesos.
As prostitutas acataram as recomendações do governo e passaram a
usar máscaras para evitar o contágio da gripe
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